sexta-feira, 29 de maio de 2015

A crítica literária marxista:


Sabemos que a literatura não existe no vácuo: a organização material da sociedade em suas múltiplas relações com as esferas jurídica, religiosa, educacional, etc, influi sobre o trabalho literário de uma época. Esta evidência da análise marxista, é válida para as mais variadas reflexões acerca da produção literária.
 O materialismo dialético não é uma marreta que tolhe a criação literária. O pensamento de Marx e Engels valoriza as forças literárias na sua independência ao mesmo tempo em que aponta para o condicionamento histórico que determina a sua existência. Tanto para o romance novinho em folha quanto para as obras literárias de qualquer outro período histórico, o marxismo oferece um entendimento preciso de suas estruturas.


                                                                                            Lúcia Gravas

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Cinema político em sala de aula:


O educador que reconhece as qualidades libertadoras do cinema, sabe que a sala de aula também é um espaço para a descolonização do olhar. Enquanto que o sistema faz uso de uma avalanche de imagens unidimensionais para escravizar a percepção da juventude, o professor entrincheirando no saber crítico utiliza o cinema enquanto contraponto ideológico.
 A formação intelectual dos jovens passa necessariamente pelo conhecimento de cinematografias que geram um violento contraponto estético. Assistir aos filmes de cineastas como Serguei Eisenstein e Glauber Rocha , introduz um novo fermento no olhar da garotada: chega-se a um entendimento do filme não enquanto produto descartável a serviço de um mundo igualmente descartável. O cinema torna-se um meio de transformação da sensibilidade.


                                                                                        Os Independentes

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Ambiguidade da Pop art:


Mas afinal de contas, qual é que foi a da Pop art? Em suas raízes inglesas e na sua projeção norte americana, a Pop parecia trazer o aspecto da parodia, da irreverência e da desconstrução daquilo que podemos classificar como sendo obra de arte. A sacada até que era boa: numa sociedade dominada pela linguagem publicitária, em que tudo e todos torna-se mercadorias, a obra de arte não está livre de ser, a exemplo do sabão em pó ou de uma garrafa de refrigerante, mais um item na prateleira.
 Mas até que ponto esta crítica não deixa de ser pueril e acaba reforçando o processo de coisificação total da cultura? Passados quinze minutos, o que pode existir de relevante na estética Pop? Se a ambiguidade é um dado na Pop art inglesa e norte americana, não podemos deixar de observar que em países como o Brasil ela foi, durante os anos sessenta eme especial, uma arma política para desafiar regimes políticos ditatoriais e também expor as contradições da sociedade de massas. Resta saber agora, se a herança Pop pode apresentar hoje alguma contribuição artística progressista.


                                                                                                   Geraldo Vermelhão

terça-feira, 26 de maio de 2015

O campo de batalha do teatro:

O caráter popular da arte teatral, é um fato que deve ser compreendido de modo preciso pelo teatrólogo de esquerda. Se o teatro em seu contexto popular já foi usado como ferramenta pelas classes dominantes ao longo da História(pensemos por exemplo na dimensão religiosa do teatro durante a chamada Idade Média), na sociedade capitalista ele é uma forma de diversão que não pode aposentar o cérebro.
 Um teatro de agitação política, moderno e irreverente, precisa ser parte integrante da vida do proletariado neste país. Feiras e pontos de ônibus são espaços estratégicos que vários grupos teatrais de esquerda estão sabendo fazer uso. Pesquisar estratégias cênicas que aprimorem o alcance da reflexão política, é a missão de quem faz teatro revolucionário no Brasil.


                                                                                          José Ferroso

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O surrealismo é incompatível com o gosto burguês:

É impressionante como alguns documentários, filmes e até exposições tentaram, ao longo dos anos, neutralizar o poder de fogo do movimento surrealista. A tentativa reacionária de reduzi-lo a mera condição de movimento artístico, é o primeiro passo para se tentar massacrar a contribuição do surrealismo para a revolução social. Uma coisa deve ser dita em defesa da poesia, do amor e da liberdade: a revolta surrealista contra a sociedade burguesa jamais será controlada pelos aparelhos culturais repressivos da classe dominante.
 A exemplo do que André Breton disse no Segundo Manifesto do Surrealismo(1930), os mais jovens(e logo os mais rebeldes) devem tocar a luta na direção do maravilhoso, na direção da emancipação humana. O surrealismo é uma força libertária incompatível com a ordem burguesa.


                                                                                         Os Independentes

Arte gráfica: agitação e propaganda

É preciso insistir novamente na eficácia estética e política da arte gráfica. A forma de comunicação direta do cartaz impinge um valor artístico que, no caso do militante revolucionário, não arrisca-se em cair em ideias banais. A exemplo do que os revolucionários realizaram nos tempos Guerra civil espanhola(1936-1939), o cartaz faz com que a mensagem política atravesse a sensibilidade do observador proletário, contribuindo com a consciência de classe.


                                                                                     Geraldo Vermelhão

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Gal, 50 anos de carreira


Quando Caetano Veloso afirmou que Gal Costa é a maior cantora do Brasil, ele estava certo. A cantora que completa 50 anos de carreira, alargou o horizonte estético da canção brasileira. Ela é uma interprete cujo canto não possui limites estilísticos. Da bossa nova de João Gilberto ao rock de Janis Joplin, Gal encarna a música moderna e libertária do nosso tempo. Sua discografia é praticamente impecável. Gal: legal!


                                                                                           Marta Dinamite

A construção das utopias:


A intervenção urbana envolve desenhos no espaço. O que tais desenhos revelam? Se frisarmos as formas geométricas, como proposta estética, então tudo levar a crer que a ausência de harmonia na sociedade capitalista exige formas proporcionais, que redefinem o espaço e a própria percepção do homem. A objetividade da forma geométrica na arquitetura, na escultura e na pintura deve ser pensada como o processo de uma cultura revolucionária em construção. Os construtivistas russos que o digam!

         
                                                                                       Os Independentes

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A rua e o ateliê:

O verdadeiro artista, que não se satisfaz com falsos esconderijos, precisa olhar para a rua. Não, não é aquele rolê impressionista do século XIX. O artista precisa tomar o espaço público enquanto suporte para criar as imagens que flagram uma sociedade insuportável. Pouco importa se este artista faz uso de tintas ou de sua voz inconformada. O fato é que ficar num cantinho criando não corresponde aos anseios mais ousados do homem contemporâneo.
 A arte é um produto feito de coragem e não de reconhecimento. Ocupar o espaço público para gritar contra a civilização burguesa, é o que pode ser feito no momento.


                                                                                            Os Independentes

terça-feira, 19 de maio de 2015

Literatura de oposição:

É no ato da escrita que descobrimos a nossa liberdade. Se considerados o leitor trabalhador um ser potencialmente livre, se estamos cientes do tipo de existência politicamente limitada que ele possui na sociedade existente, então a escrita não pode ser um deleite e tão pouco um luxo. A  criação literária possui um caráter irremediavelmente político e seu exercício visa invalidar o discurso repressivo colocado por um mundo que controla, administra os indivíduos.
 Definitivamente o pequeno número de leitores pode ser um fato que a princípio desanime o escritor de esquerda. Porém, ainda que um trabalho literário revolucionário não seja reconhecido logo de cara, suas qualidades estéticas que exprimem a oposição ao sistema vigente, está aos poucos arando a terra para o futuro.


                                                                                           Lenito

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Arte e revolta:

Não é a arte que está banalizada, mas toda a qualquer atividade intelectual encontra-se acossada pelo capitalismo. Recuperar as nossas faculdades criativas, não envolve buscar talento ou qualquer coisa do tipo. O processo de exteriorização daquilo que sentimos e pensamos deve estar cada vez mais condicionado pela revolta social. Revolta contra a miséria, contra os tabus, contra as restrições e contra o controle sobre as atividades do espírito. A arte que não exprime a revolta, que não reivindica a libertação do homem, é conivente com a classe dominante.




                                                                                        Geraldo Vermelhão

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Cinema e ideologia:

Pois é, hoje em dia tem muita gente produzindo audiovisual. Estéticas despojadas, que desafiam os limites entre ficção, reportagem e documentário, aparecem nas mais variadas telas. Porém, o que falta mesmo na maioria das vezes é o posicionamento político sobre a realidade. Os aspectos plurais, da realidade brasileira, não envolvem curiosidades antropológicas. A cultura brasileira deve ser vista por uma lente inconformista, que insere na linguagem audiovisual o fator político. Resumindo: o cinema, ainda que não possa ser reduzido ao campo ideológico, exige uma ideologia. A inovação formal não pode estar fora de uma ideologia revolucionária.


                                                                                              Os Independentes

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Abaixo o relativismo em arte!

Sejamos objetivos: sem uma sólida formação política o artista tende a ser uma presa fácil da burguesia. A condição dos artistas na sociedade capitalista avançada é a do mero agente recreativo. É por estas e outras que o artista deve ser um sujeito não apenas inconformado mas politizado.
 Precisamos combater o relativismo em matéria de arte. Liberdade criativa não é " tudo pode " ou " deixe estar ". A função da arte do nosso tempo  estimular no seio do proletariado a luta contra os valores burgueses. Abaixo o relativismo! Salve o artista de esquerda!




                                                                                                    José Ferroso

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Inovar, provocar e contestar:

A condição constrangedora da obra de arte na sociedade capitalista, só aumenta. Convertida em mercadoria qualquer, a arte está entre uma embalagem a mais, cuja medida é o valor financeiro que ela possui ; ou seja o único termômetro para medir sua " importância ". Nenhuma novidade, certo? Mas é preciso inovar artisticamente! Tal inovação não envolve uma forma novinha em folha(como o novo designer de um automóvel ou de uma embalagem de chocolate) e sim a apresentação de uma realidade inovadora a partir da arte. Esta realidade é transgressora, feita de provocação e rebeldia. É por estas e outras que a luta cultural(inseparável da luta política) é uma constante histórica que atravessa obras, grupos, movimentos e artistas militantes individuais dos últimos 70 anos. A coisa toda apenas continua em um outro contexto histórico. O avanço estético não se separa da revolta.


                                                                                               Marta Dinamite  

terça-feira, 12 de maio de 2015

Stones: 50 anos de " Satisfaction "

Há exatos 50 anos a banda de rock inglesa The Rolling Stones lançava a canção (I Can´t Get No) Satisfaction. Não se trata apenas de um hino dos Stones ou de uma das composições seminais da História do rock. Satisfaction apresenta um sentido político contestador que encaixou-se como uma luva na imagem de rapazes rebeldes que a banda possuía em 1965. Cronologicamente falando, talvez seja o primeiro rock que satiriza e protesta contra a sociedade de consumo. Antes desta canção o rock já trazia certa carga de criticidade, sobretudo com Chuck Berry. Porém, grande parte da música pop de então falava de paixões adolescentes e nada mais. Se música " séria " era o folk e o jazz(e no Brasil o samba de protesto), os Stones mostraram com esta canção que o rock tinha algo a dizer.
 Satisfaction, composta pela dupla Jagger/Richards(que não tardariam em assumir o comando da banda) e seu riff revolucionário, permanece como chama que faz o coração de todo jovem rebelde bater num outro ritmo. Foi um passo e tanto dos Stones, fazendo com que Beatles e Bob Dylan prestassem atenção no caráter político ameaçador que o rock pode ter.

                                                              
                                                                                                          Tupinik

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A fonte do romance naturalista:

A escola literária do século XIX denominada naturalismo, dividiu opiniões dentro da crítica literária marxista. Leon Trotski, um leitor de Zola, ressaltou suas qualidades estéticas que contribuem para a compreensão das contradições de uma época. Já Georg Lukács, defensor de uma concepção peculiar do realismo, abominava o naturalismo. Mas pensando num romancista revolucionário de hoje, será que a estética naturalista pode apresentar algum tipo de contribuição? 
 Existem inúmeros aspectos datados na literatura naturalista. Sem sombra de dúvida a questão da hereditariedade, do evolucionismo biológico aplicado à realidade social, não foi apenas superada mas sempre fora equivocada na apreensão literária da realidade. Apesar deste equívoco, o naturalismo ainda é uma receita brutal na hora de se realizar retratos sociais. A crueza e a violência que um romance naturalista pode abarcar, certamente é um contraponto político na atual sociedade, aonde a imagem ilusória de um mundinho perfumado e alienado, impede com que a realidade seja questionada. Apesar de muitos escritores naturalistas terem sido politicamente homens reacionários, o naturalismo é uma bomba nas mãos do escritor de esquerda. Não é por acaso que escritores da chamada literatura periférica de hoje, tomam o naturalismo como referência para o seu trabalho.

                                                                                        
                                                                                              Lúcia Gravas  

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Arte, Erotismo e Revolução:

Quando exercemos uma prática artística que se quer revolucionária, não podemos perder de vista que a própria Revolução exige um outro corpo. Não é nada destas baboseiras da hora do recreio, ou seja aquelas ocasiões privadas em que intelectuais pequeno burgueses se fecham em suas pequenas perversões de grupinhos elitistas. Se a sensualidade implica no prazer dos sentidos, então os objetos artísticos enquanto experiências sensuais, devem operar uma transformação do corpo/consciência numa perspectiva transformadora: romper com a alienação é um ato que toma o mundo não como um apêndice da mercadoria mas como uma relação erótica que rejeita o controle do capital sobre o corpo. Sendo a arte manifestação da essência humana, a criação artística deve consistir numa forma de oposição política que exige a libertação dos sentidos escravizados. A energia erótica canalizada na criação artística é um passo importante na consolidação de uma realidade política revolucionária.

                                                                                           Os Independentes

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A forma do teatro político:

Que o teatro político não envolva peças com um conteúdo revolucionário sob a estética limitada(e mumificada)  do teatrão, é algo bastante claro, certo? Errado: a esquerda está cheia de gente reacionária em matéria de arte. Como se não bastasse, além deste problema estético,  a própria expressão teatro político tem sido vítima do pensamento político reformista: a crítica marxista é substituída por um tom social democrata, empenhado em fazer da arte teatral " a boa consciência  " da pequena burguesia que deseja reformar e não transformar politicamente a sociedade.
 Os rumos do teatro político devem ser pensados por aqueles que desejam fazer da arte cênica uma tribuna voltada para o debate. Este debate não pode ser expressão do falso jogo democrático burguês, mas a tradução dialética da sociedade atual. O teatro político não admite caretice e almofadas.


                                                                                                Lenito 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A constância do rock psicodélico:

Expressão da contracultura, o rock psicodélico recusa-se em ser nostalgia sessentista. É claro que o que hoje populariza-se como psicodélico tem pouco a ver com a rebelião juvenil em que que música, visões cósmicas e práticas dionisíacas eram parte de uma posição política  anti establishment. Embora a psicodelia tenha se desdobrado em outros momentos da História da cultura jovem(quem passou da casa dos trinta certamente se lembra da explosão techno dos anos noventa, em que atmosferas psicodélicas eram recorrentes), hoje ela mostra que a sua influência no rock veio pra ficar. O quarteto inglês The Temples é certamente a principal expressão do rock psicodélico na atualidade.
 A banda de The Temples toca no Brasil nos próximos dias 13 e 17 de maio. Do primeiro single Shelter Song até o disco Sun Structures , a banda inglesa tem sido elogiada entre críticos de rock. De Mick Jagger a Noel Gallagher, The Temples ganhou a simpatia de nomes de peso do rock. Ou seja, quando a música pop parece ser um deserto, estes jovens aparecem para valorizar o que de mais criativo existe no campo do rock. Tudo isto é interessantíssimo sob o ponto de vista musical. Mas, ao mesmo tempo, esperamos que a nova geração perceba também que a psicodelia não é uma receita de prateleira do pop, mas uma postura estética que não compactua em essência com a sociedade burguesa.


                                                                                                           Tupinik 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Retrospectiva Cinema Novo:

A Cinemateca Brasileira realiza até o dia 15 de junho uma importante retrospectiva do Cinema Novo. É uma grande oportunidade para mostrar ao público que nem sempre o cinema brasileiro foi o que(em boa parte) é atualmente; isto é, portador de uma estética colonizada, presa aos estereótipos comercialescos de comédias inúteis e dramalhões dignos de Hollywood. Assistir aos filmes do movimento do Cinema Novo significa vislumbrar um cinema de ideias, um cinema de autor, um cinema político a serviço da revolução social. 
 Expressão da vanguarda cinematográfica dentro dos movimentos culturais da década de sessenta, o Cinema Novo ainda responde esteticamente e politicamente aos anseios de uma autentica arte brasileira. Que esta retrospectiva na Cinemateca Brasileira contribua para o debate estético e para uma revisão crítica do cinema brasileiro(tal como desejava Glauber Rocha). 

                                                                                     
                                                                                     Geraldo Vermelhão 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A arte que não serve ao Estado:

Desde o mundo Antigo, o Estado possui a necessidade ideológica de validar sua autoridade através de imagens. É o poder político e econômico das classes dominantes que parte da História da arte apresenta. Porém, outros artistas, corajosos e dispostos a arriscar a pele , fizeram da arte uma explosiva denúncia contra as brutalidades do Estado. " Fizeram ? " Na realidade ainda fazem: ao redor do mundo, cineastas e fotógrafos captam com suas lentes a repressão policial , a miséria econômica e o imperialismo norte americano.
 É preciso que o manifestante de rua entenda-se também como artista. Sua sensibilidade estética é fundamental não apenas para gerar o registro da opressão, mas realizar obras que revelam as contradições políticas da sociedade atual. Enquanto o sistema está amparado pelas imagens que o defendem, os artistas militantes devem negar o culto ao poder militar da classe dominante.

                                                                                              Os Independentes 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Primeiro de Maio: militância política e artística

Saudamos a todos os trabalhadores neste Primeiro de maio. Refletir sobre a luta operária é algo que nesta data não excluí a questão artística. O fato da arte ser uma forma de trabalho criativo faz com que a própria organização social do trabalho seja questionada: a exploração capitalista rouba não apenas do bolso do trabalhador. A criatividade, ou seja o aspecto central da produção artística, também é retirada da vida do proletariado. Sendo assim, neste Primeiro de maio, defendemos que a luta política contra o capital deve inserir  a própria luta por uma nova cultura: reivindicar a criatividade artística significa reivindicar a necessidade de uma arte militante que conteste de modo radical a sociedade de classes. Escrever, filmar, pintar, cantar e se expressar livremente são ações que devem ser pensadas sob o ponto de vista revolucionário.


                                                                                  Conselho Editorial Lanterna